A Polícia Federal deu início, nesta quarta-feira (2), à segunda fase da Operação Forlands, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas, com movimentações superiores a R$ 2 bilhões por meio de centenas de contas bancárias.
Nesta etapa, os agentes realizaram três mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba e Itapema (SC) e bloquearam até R$ 5 milhões em imóveis, veículos e valores nas contas dos suspeitos. As ações se concentram em pessoas que utilizam a venda de veículos como forma de esconder a origem dos recursos oriundos do tráfico. De acordo com as investigações, as transações eram feitas com o auxílio de empresas e pessoas interpostas, comumente conhecidas como “laranjas”, visando dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.
A Polícia Federal informou que os levantamentos revelaram que o grupo investigado estava envolvido em negociações de veículos com indivíduos vinculados ao tráfico de drogas, utilizando interpostas pessoas e empresas para realizar tais transações.
A investigação da Operação Forlands teve início com documentos obtidos durante a Operação Follow The Money, que ocorreu em março de 2024 e visava desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Durante a análise de dados, as autoridades identificaram quase 500 contas bancárias que, em períodos anteriores à operação, movimentaram mais de R$ 2 bilhões em créditos e débitos.
Na operação anterior, foi identificado um empresário de Curitiba como líder da organização, que possui vínculos com os setores de transportes, construção e locação de máquinas pesadas, sendo ele já preso anteriormente por tráfico internacional e utilizando documentos falsificados.
Os dados da investigação indicam que o grupo utilizava empresas com aparente regularidade e um número significativo de “laranjas” para dissimular os recursos em operações que incluíam imóveis, veículos, serviços de transporte e empresas do setor de óleos e lubrificantes.
Além disso, as investigações apontaram conexões entre o grupo e o envio de cocaína, inclusive com a apreensão de 700 quilos da droga. Na fase inicial da Forlands, que aconteceu em 24 de abril de 2025, a Polícia Federal apreendeu materiais que sugeriram a possível continuidade das práticas de lavagem de ativos.
Na Operação Follow The Money, cerca de 200 policiais federais e 20 auditores fiscais foram mobilizados, resultando no cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva em estados como Paraná, Santa Catarina e Ceará. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de mais de uma centena de bens, que incluíam imóveis urbanos e rurais, contas bancárias, veículos de luxo, caminhões e máquinas agrícolas.



