quinta-feira, outubro 8, 2026
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Rússia realiza grande ataque com mísseis, deixando 19 mortos na Ucrânia.

A Rússia intensificou seus ataques com mísseis contra a Ucrânia, resultando na morte de ao menos 19 pessoas na madrugada de quarta-feira (7) e agravando a crise energética da nação invadida em 2022. A cidade de Priluki, localizada a aproximadamente 150 km a leste de Kiev, foi palco do ataque mais letal, onde um míssil atingiu um prédio residencial, causando a morte de 13 pessoas, incluindo três crianças, e deixando 40 feridos.

De acordo com o presidente Volodimir Zelenski, 70 mísseis foram disparados, a maioria do tipo balístico, que são mais difíceis de interceptar. Ele destacou que a infraestrutura energética da Ucrânia foi um dos principais alvos dos ataques e registrou mais seis mortes em diversas regiões, incluindo Kiev.

Zelenski também afirmou que a taxa de interceptação dos drones a jato, que fizeram parte do ataque, aumentou de 50% para 80% em comparação com as semanas anteriores, mas não forneceu explicações para essa melhora. Recentemente, a Ucrânia garantiu um acordo com a Polônia, Bélgica e Espanha para receber munição de 20 mm, que aumentará a capacidade de seus caças F-16 na interceptação de drones.

Apesar desses esforços, Kiev ainda enfrenta uma escassez de mísseis de interceptação para suas baterias Patriot, com uma estimativa de necessidade de pelo menos 300 mísseis adicionais para proteger a capital durante a esperada campanha de inverno, que começará no final de dezembro no Hemisfério Norte.

Este ano é considerado o mais violento da guerra para civis desde o início do conflito. Entre 1º a 24 de setembro, conforme dados de um monitor americano, cerca de 15 pessoas morreram diariamente, com 80% das vítimas sendo ucranianos.

Os ataques continuaram na manhã seguinte, resultando em apagões em várias áreas do país. Em Kiev, foram instaladas telas antidrone em pontes, que se tornaram novos alvos dos russos. Os cortes de energia que estavam inicialmente programados para o dia foram elevados a uma situação emergencial.

Fontes de inteligência militar indicaram que a Rússia pode se voltar para usinas termelétricas e pelo menos uma hidroelétrica em seus próximos ataques. Zelenski observou que esta ofensiva coincide com o aniversário de 74 anos do presidente russo, Vladimir Putin.

Na noite de terça-feira (7), um drone aquático atingiu uma embarcação no mar Negro, provocando um incêndio visível a longas distâncias. A região tem visto um aumento na atividade de ataques, com navios sendo alvos frequentes nesta semana. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, contatou Putin e pediu a garantia da livre navegação na área.

Enquanto a Ucrânia continua com sua estratégia de ataques assimétricos utilizando drones de longo alcance, eles também estão desenvolvendo um novo modelo com capacidade de atingir Moscou.

Além disso, os efeitos dos ataques na Rússia, que provocaram uma escassez de combustível, parecem ter suavizado a opinião pública. Uma pesquisa recente indica que, após uma queda no apoio à guerra, o número aumentou de 66% em julho para 70% em setembro, embora a maioria da população russa ainda prefira que as negociações prevaleçam em vez da continuidade do conflito.

Por fim, em relação à tensão com a Otan, o Kremlin criticou o teste de míssil nuclear realizado pela França, que contou com a presença do presidente Emmanuel Macron no mar. Macron declarou que a ação era uma “mensagem alta e clara”, em meio a ameaças da Rússia de usar armas nucleares caso a Otan cumprisse suas intimidações sobre a região de Kaliningrado. Um porta-voz do Kremlin descreveu o teste como um caminho sem saída, ressaltando a importância do diálogo em vez de ações belicosas.

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