segunda-feira, outubro 12, 2026
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Sávio recomenda ‘menos exposição’ para Vini Jr, analisa Endrick e se opõe à limitação de estrangeiros

A seleção brasileira de futebol inicia um novo ciclo com um desempenho decepcionante e sem vitórias, destacando a atuação abaixo do esperado de jogadores como Vini Jr., Raphinha e Endrick. Em uma análise do último amistoso, Mauro Beting comentou sobre o empate frustrante contra a Austrália.

Revelado nas categorias de base do Flamengo, Sávio se destacou antes de se tornar tricampeão da Champions League pelo Real Madrid no final dos anos 1990 e início dos 2000. Em breve, ele representará o clube espanhol na inauguração da primeira escola esportiva da fundação Real Madrid no Rio de Janeiro. Durante essa ocasião, o ex-atacante de 52 anos discutiu a situação atual de Vini Jr. e Endrick, expressando sua preocupação com o que considera uma perda do DNA do futebol brasileiro e se opôs à proposta de limitar o número de jogadores estrangeiros no país.

Sávio, que atualmente está em Madri, refletiu sobre as críticas dirigidas a Vinícius Júnior, que não tem apresentado um bom desempenho nem mesmo em jogos da seleção. Ele pediu calma ao jogador, lembrando que a carreira de um atleta é feita de altos e baixos. Para ele, é essencial que Vini Jr. mantenha sua coragem e suas características individuais no campo. O ex-jogador recordou um conselho valioso que recebeu de Roberto Carlos ao chegar no Real Madrid: a importância de não perder sua essência.

No que diz respeito a Endrick, Sávio mencionou que o jogador enfrenta uma grande concorrência no Real Madrid, especialmente com a presença de estrelas como Mbappé. Apesar de ter sido convocado para a seleção, Endrick pouco foi utilizado e pode ser emprestado na próxima janela. O ex-atacante, que também passou por dificuldades similares, ponderou sobre a necessidade do jovem jogador em avaliar sua situação no clube e buscar oportunidades onde possa jogar mais.

Sávio, que ficou conhecido como “Anjo Loiro” durante sua carreira, fez parte do Flamengo campeão brasileiro em 1992, e em 1998, aos 23 anos, chegou à Espanha para defender o Real Madrid. Ele expressou preocupação com a formação de jogadores, afirmando que o futebol brasileiro tem priorizado táticas rígidas em detrimento da criatividade e do improviso.

O ex-jogador criticou a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de reduzir a quantidade de estrangeiros nas competições, afirmando que o futebol já está globalizado e que a abordagem deve ser a qualificação das categorias de base.

Sávio também participou do lançamento da primeira escola esportiva da Fundação Real Madrid no Recreio dos Bandeirantes. O projeto, que visa abrir até 10 unidades em todo o Brasil nos próximos dois anos, combina a prática do futebol com o desenvolvimento educacional, ressaltando princípios como respeito e trabalho em equipe.

Falando sobre sua própria trajetória, Sávio relembrou desafios enfrentados em sua infância e a distância de sua família ao se mudar para o Rio de Janeiro aos 14 anos. Ele recordou as dificuldades de conciliar treinos e estudos sem a infraestrutura adequada. Ao se profissionalizar, recebeu um apartamento como parte de seu contrato, o que despertou seu interesse pelo mercado imobiliário.

Em Madri, Sávio não deixou de buscar aprendizado, completando um curso de gestão esportiva em parceria com uma universidade, ao lado do goleiro Iker Casillas. Desde sua chegada ao Real Madrid em 1998, Sávio conquistou importantes títulos, incluindo três Champions League, e destacou momentos marcantes, como a assistência para Raúl na final de 2000 e a conquista do Mundial Intercontinental de 1998, um sonho de infância realizado. Após sua passagem pelo Real, jogou pelo Zaragoza, onde também viveu momentos significativos, estabelecendo uma forte conexão com a torcida.

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