A Polícia Civil anunciou na quarta-feira, dia 14, a conclusão do inquérito sobre a morte de Valdemiro Heller, um idoso de 85 anos encontrado asfixiado em sua residência no bairro Bom Pastor, em Viana, no dia 6 de dezembro do ano passado.
A investigação, que inicialmente tratava o caso como homicídio, revelou que se tratava de um latrocínio, ou seja, um roubo seguido de morte. Os indícios que confirmaram essa hipótese incluíram a desordem no local e o sumiço de uma mochila que continha dinheiro e documentos referentes a imóveis do idoso.
Leonardo Vasconcelos Caetano, conhecido como “Kikito”, um homem de 32 anos, é o principal suspeito do crime. Segundo as autoridades, ele se aproveitou da situação vulnerável de Valdemiro, que vivia sozinho e sem parentes próximos na região. Na noite do crime, Kikito invadiu a casa do idoso e utilizou sacolas plásticas para asfixiá-lo, visando roubar dinheiro e documentos dos terrenos.
O delegado Cleudes Jr., responsável pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, informou que Kikito era um conhecido da comunidade, temido por sua violência e por ser acusado de furtos. As investigações revelaram que ele possuía aproximadamente 42 registros policiais por uma variedade de crimes, incluindo furto e tráfico de drogas. Após o assassinato, ele fugiu para Bom Jesus do Norte, no interior do Estado, acompanhado da ex-companheira.
A prisão de Kikito ocorreu quando ele tentou agredir a ex-mulher, que conseguiu acionar as autoridades. Ele foi preso em flagrante por descumprimento de medida protetiva, e sua detenção foi posteriormente convertida em preventiva. Enquanto isso, a polícia finalizava o inquérito sobre a morte do idoso, que reuniu evidências sólidas, incluindo testemunhos que o apontavam como responsável pelo crime. O próprio Valdemiro havia registrado um boletim de ocorrência meses antes, relatando tentativas de Kikito de roubar dinheiro e cometer furtos.
Valdemiro era aposentado, mas ainda trabalhava. Ele morava sozinho e sua família residia em Minas Gerais. No dia de sua morte, além do pagamento que recebeu, foram levados documentos essenciais relacionados aos terrenos que possuía.
Leonardo Vasconcelos Caetano foi indiciado por latrocínio e teve a prisão preventiva decretada. Como já estava detido, a prisão foi cumprida no próprio presídio.

