terça-feira, novembro 3, 2026
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Tifanny afirma: ‘Não vou desistir do vôlei; levarei comigo a coragem de perseverar’

Tifanny Abreu, jogadora de vôlei do Osasco, se manifestou sobre seu banimento das competições da Superliga feminina em decorrência da nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que limita a participação a atletas com sexo biológico feminino. Após o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) derrubar uma liminar que a permitia competir, Tifanny utilizou sua conta no Instagram para expressar sua determinação em continuar no esporte, apesar das dificuldades.

A nova diretriz da CBV, que segue orientações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), foi estabelecida em agosto deste ano. No entanto, Tifanny e seus representantes ainda estão buscando reconsideração da decisão, uma vez que o caso aguarda um exame mais aprofundado na Justiça.

Em suas palavras, a atleta demonstrou não apenas resiliência, mas também um forte desejo de não abandonar sua profissão: “Mesmo quando os caminhos se tornam difíceis, sigo acreditando que nenhuma luta é em vão. Em novembro, levarei comigo a coragem de resistir e o amor pelo que faço”. Tifanny, que tem 41 anos, deseja que seu caso atraia a atenção de figuras públicas, citando políticos em sua publicação.

No dia 24 de outubro, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu ratificar a posição da CBV, resultando na anulação da liminar anterior. O tema ainda não foi resolvido nas esferas da Justiça comum, onde a análise definitiva será feita.

A nova norma estabelece que o torneio feminino deve ser exclusivamente para atletas que possuem o sexo biológico feminino. Embora a confederação não tenha obrigação de seguir as diretrizes do COI, optou por alinhar suas regras com os princípios do Movimento Olímpico.

Tifanny havia conseguido uma liminar temporária para disputar competições da CBV e participou de jogos importantes, incluindo uma partida contra o Praia Clube e a estreia do Osasco na Superliga. No entanto, a liminar foi revogada, e a CBV manteve sua decisão que a impediu de jogar nesta temporada.

Desde sua transição de gênero, Tifanny tem data marcada em sua trajetória no esporte, sendo a única atleta transexual a ter participado da Superliga Feminina na temporada anterior. Ela já conquistou títulos importantes, incluindo o Campeonato Paulista, e começou sua carreira na categoria após receber permissão da Federação Internacional de Vôlei.

A jogadora, que passou pelo vôlei italiano antes de retornar ao Brasil, destaca que seu amor pelo esporte e a coragem para lutar a motivam a seguir em frente, apesar dos obstáculos enfrentados.

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