O Espírito Santo investiga atualmente quatro mortes suspeitas de dengue, elevando para seis o total de óbitos confirmados pela doença neste ano, conforme dados do painel de Monitoramento das Arboviroses. No ano passado, foram duas mortes registradas, ambas de mulheres entre 60 e 69 anos.
As vítimas confirmadas até agora residem nas cidades de Baixo Guandu, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire, Nova Venécia, Serra e Vitória, com uma morte em cada local. As seis pessoas falecidas incluem quatro homens e duas mulheres, com idades variadas: duas delas tinham entre 20 e 29 anos, duas entre 70 e 79 anos, e uma em cada uma das faixas etárias de 30 a 39 anos e 50 a 59 anos.
Além disso, o Estado já contabilizou 46.523 notificações de dengue em 2026, sendo que 16.252 foram confirmadas. Apesar do número de casos registrado neste ano estar dentro dos padrões esperados para a zona endêmica, a comparação com as epidemias de 2023 e 2024 revela uma redução de aproximadamente 50%, segundo o técnico da Secretaria de Estado da Saúde.
A projeção, segundo os especialistas, é de um aumento nas ocorrências de dengue no final de 2026 e no início de 2027, em razão do calor intenso e das chuvas esperadas devido ao fenômeno El Niño. Essas condições climáticas são favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença.
Cuidado especial deve ser dado a pessoas com condições crônicas de saúde, crianças, idosos e gestantes, conforme alerta de uma infectologista de um hospital local. A automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, é um dos principais erros a evitar no tratamento da dengue, podendo aumentar os riscos de hemorragias e complicações.
Os números atuais mostram 46.523 notificações da doença em 2026 e 152 dos casos confirmados. Neste ano, foram registradas seis mortes e quatro estão sob investigação. No ano passado, foram contabilizados dois óbitos.
A dengue pode se tornar mais grave com a diminuição da febre, entre o terceiro e o sétimo dia da infecção. Assim, o fato de a temperatura do paciente voltar ao normal não significa, necessariamente, recuperação. É importante procurar assistência médica imediatamente se surgirem sintomas como dor abdominal severa, vômitos persistentes, dễite, sonolência excessiva ou dificuldade respiratória.
Existem quatro sorotipos do vírus da dengue e a infecção por um deles garante proteção apenas contra aquele, não oferecendo segurança contra os demais. Uma infecção secundária por um sorotipo diferente pode aumentar o risco de formas graves da doença.
Medicações anti-inflamatórias devem ser evitadas, pois podem causar sangramentos e comprometer a função renal, especialmente em pacientes desidratados. É aconselhável optar por dipirona ou paracetamol para febre e dor, sempre com a supervisão profissional.
A desidratação é uma preocupação séria, pois a dengue pode ocasionar a perda de líquidos devido à febre e vômitos, e também pode resultar na diminuição do volume sanguíneo. Portanto, a hidratação se torna uma parte crucial do tratamento para os afetados pela doença.

