A crise enfrentada pela Apex Partners resultou em mais uma perda significativa para o grupo capixaba. Os investidores do fundo imobiliário Apex Malls (APXM11), que detém um patrimônio aproximado de R$ 355 milhões e uma participação de 15,8% no Shopping Vitória, decidiram pela retirada da gestão da empresa BRM Carbyne, associada à Apex. A nova gestora escolhida para administrar os investimentos foi a Vinci Real Estate, uma das principais gestoras de recursos imobiliários do Brasil. Essa decisão foi comunicada oficialmente ao mercado na última sexta-feira, dia 16.
A votação que resultou na saída da Carbyne e da consultoria BRM Apex Nazca foi favorável a 79,09% dos investidores que representam as cotas do fundo. A Vinci Real Estate obteve 55,43% dos votos válidos para a nova gestão. Esta mudança indica uma significativa perda de contrato de gestão para a Apex, que se encontra em uma crise financeira desde agosto. O grupo solicitou recuperação judicial em setembro, com dívidas preliminares estimadas em cerca de R$ 1 bilhão.
Com a nova administração, o fundo passará a se chamar Vinci Malls II. O BTG Pactual manterá sua função de administrador fiduciário, enquanto a Vinci será responsável pelas decisões de investimento. É importante ressaltar que essa substituição não implica a venda da participação no Shopping Vitória, nem afeta a administração do centro comercial, que seguirá sob responsabilidade da Nova Cidade, pertencente ao Grupo Buaiz.
A gestora Vinci também planeja aumentar a supervisão dos investidores sobre a alocação dos recursos do fundo. Entre as alterações propostas estão a necessidade de aprovação dos cotistas para transações de compra e venda de ativos, a imposição de limites para novas emissões de cotas e a formação de um comitê consultivo. Além disso, a Vinci se comprometeu a fornecer relatórios mensais mais detalhados sobre o desempenho dos shoppings. Contudo, essas mudanças ainda precisam ser formalmente aprovadas pelos investidores.
A perda da gestão acentua os impactos da crise da Apex sobre suas operações financeiras. O grupo continua em busca do processamento do pedido de recuperação judicial, que ainda aguarda autorização da Justiça do Espírito Santo. É fundamental destacar que os ativos dos fundos de investimento não estão automaticamente protegidos pela recuperação judicial solicitada pelas empresas.

