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segunda-feira, setembro 28, 2026
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Confiança recua em setembro e alcança o menor nível desde novembro de 2025.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo FGV/Ibre, registrou uma queda de 2,4 pontos em setembro, atingindo 91,3 pontos. Este é o terceiro mês consecutivo de desaceleração, levando o índice ao menor nível desde novembro de 2025. Em termos de médias móveis trimestrais, o índice caiu 2,9 pontos, estabelecendo-se em 94,1 pontos.

Durante o mês de setembro, 16 dos 19 setores industriais analisados pela pesquisa apresentaram redução na confiança. Essa diminuição refletiu tanto uma avaliação negativa da situação atual quanto um pessimismo em relação às expectativas nos próximos meses.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI), por sua vez, teve um leve aumento de 0,3 ponto percentual, situando-se em 83,2%.

O Índice de Situação Atual (ISA) declinou 1,3 ponto, atingindo 93,6 pontos, o menor patamar desde dezembro de 2025. A demanda total também apresentou uma diminuição de 1,3 ponto, fixando-se em 95,8 pontos, marcando um recorde negativo desde novembro de 2025. Um leve crescimento foi notado no nível de estoques, que subiu 0,7 ponto, alcançando 108,2 pontos, mas ainda assim é considerado elevado, já que um índice acima de 100 indica estoques excessivos.

O Índice de Expectativas (IE) sofreu uma queda de 3,4 pontos, estabelecendo-se em 89,2 pontos, o que também representa o menor nível desde novembro de 2025. Dentro desse indicador, o componente referente à produção prevista caiu 7,1 pontos para 83,1, o mais baixo desde junho de 2020. O indicador que mede a tendência dos negócios diminuiu 2,6 pontos, atingindo 88,0 pontos, o que representa o pior resultado desde outubro de 2025. As previsões de emprego também mostraram leve queda de 0,3 ponto, chegando a 97,0 pontos.

Em comentário sobre os dados, Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre, destacou que as percepções atuais sobre os negócios continuam a indicar um arrefecimento na demanda e um acúmulo de estoques observado nos últimos três meses, o que pode resultar em ajustes na produção. Ele observou que as avaliações dos empresários sobre as previsões de produção indicam uma continuidade do processo de desaceleração da atividade econômica no segundo semestre. Apesar da resistência do mercado de trabalho e das políticas de estímulo setoriais, as condições monetárias permanecem restritivas, e a incerteza política, que tende a aumentar em épocas eleitorais, continua a ser um obstáculo para uma recuperação mais sólida da confiança industrial.

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