O novo técnico do Corinthians, Seedorf, chegou ao clube e, em sua primeira coletiva no CT, mencionou a situação delicada da equipe: “É um leão ferido. E um leão ferido é perigoso”.
A equipe alvinegra firmou um acordo com a Caixa Econômica Federal para suspender os pagamentos do financiamento da Neo Química Arena, além de liberar a arrecadação das bilheteiras durante os jogos. O Corinthians está negociando a concessão dos direitos de nome do estádio à Caixa por um período de 15 anos, visando abater uma dívida estimada em R$ 640 milhões. Essas tratativas, que se iniciaram no ano passado, estão sendo conduzidas sob um acordo de confidencialidade que foi recentemente assinado. A diretoria, capitaneada por Osmar Stábile, tem a intenção de concluir as negociações ainda neste ano, com o apoio de Guilherme Boulos e da torcida organizada Gaviões da Fiel.
A decisão de renegociar os termos do contrato surgiu da necessidade do clube em aliviar sua situação financeira. Durante as tratativas, a Caixa assumiu o compromisso de não reter mais a bilheteira dos jogos e parte das premiações. A dívida de R$ 640 milhões, a ser reduzida com a cessão dos naming rights, motivou a diretoria a acelerar esse processo.
Enquanto a negociação avança, o clube busca flexibilizar os pagamentos relacionados ao acordo de renegociação firmado em 2022. Em setembro, o Corinthians conseguiu autorização para suspender o pagamento da terceira parcela, no valor de R$ 28 milhões, referente ao acordo em vigor, já tendo quitado as duas primeiras parcelas que totalizam R$ 56 milhões.
Recentemente, uma reunião em Brasília contou com a presença de Boulos, Stábile e representantes da torcida, com o objetivo de avançar nas discussões sobre as propostas. Caso a negociação se concretize, a quantia proveniente da cessão dos direitos de nome da arena será utilizada para diminuir a dívida total do Corinthians.
Os direitos de nome da Arena, atualmente válidos com a farmacêutica Hypera Pharma, estão em revisão. O contrato, que inicialmente rendia ao clube R$ 15 milhões em 2020 e chegou a R$ 20 milhões, é considerado pela diretoria como defasado, que acredita poder receber um valor significativamente maior. O custo para rescindir o vínculo atual é de R$ 50 milhões.

