quarta-feira, outubro 7, 2026
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Eduardo Paes tem sonho de eleição adiado para o segundo turno

Na segunda-feira (5), após o primeiro turno das eleições de 2026, o clima entre os apoiadores do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), era tenso. A campanha enfrentou uma série de fatores que geraram especulações sobre o resultado negativo da votação, como a distribuição de santinhos contendo o número do adversário, a possível associação à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a traição de aliados e a pressão de milícias sobre eleitores.

Os números finais mostraram que o deputado estadual Douglas Ruas (PL) conquistou 4,27 milhões de votos, correspondendo a 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes recebeu 3,7 milhões, ou 42,76%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que Paes e Ruas se enfrentarão no segundo turno marcado para 25 de outubro, mas o resultado ainda depende do julgamento de um recurso apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos), que obteve 3,17% dos votos válidos. Apesar de ter anunciado a desistência do recurso, não havia certeza sobre a realização do julgamento até o final do dia.

William Siri (PSOL) ficou com 2,71% dos votos, e outros cinco candidatos não alcançaram 1% cada um. A análise dos votos de Garotinho, barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), aguarda uma data definida pelo TSE.

As últimas pesquisas de intenção de voto mostravam que a disputa pelo governo do estado se tornava acirrada, diminuindo as chances de Paes se eleger no primeiro turno. Com a campanha enfrentando um revés inesperado, Paes destacou em suas falas que a disputa do segundo turno não deve se concentrar no cenário nacional, visando se distanciar da imagem de Lula e enfatizando sua própria capacidade de diálogo com diversas esferas políticas.

Após os resultados, Paes expressou sua frustração, afirmando: “Esperávamos que fosse melhor.” Em coletiva de imprensa em Duque de Caxias, declarou que o segundo turno proporciona a oportunidade de um embate mais franco sobre os interesses do Rio de Janeiro, afastando a influência de lideranças como Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Criticou seu adversário, sugirindo que ele representa a continuidade de governos que não conseguiram combater a criminalidade no estado.

Por outro lado, Douglas Ruas pediu uma rápida decisão do TSE sobre os votos de Garotinho, demonstrando confiança na Justiça. Ele também expressou gratidão pelo apoio dos eleitores, ressaltando que sua candidatura representa uma nova visão para o estado, além de acreditar que a votação do Rio será crucial para a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

A campanha de Paes moveu-se para a Justiça Eleitoral após a distribuição de santinhos com o número incorreto em Nova Iguaçu, onde os panfletos traziam o número de Douglas Ruas, 22, mas a imagem do candidato Paes, que utiliza o número 55. A coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” protocolou uma reclamação formal junto ao TRE-RJ, exigindo a presença de fiscais nos locais onde as irregularidades foram reportadas.

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