O governador eleito Lorenzo Pazolini (Republicanos) retornou à atividade como delegado da Polícia Civil do Estado, cargo do qual havia se afastado em 2018 para iniciar sua trajetória política como deputado.
Com a conclusão do período eleitoral, Pazolini reassume a função administrativa no gabinete da Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM). A decisão de seu retorno foi tomada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, que emitiu uma instrução de serviço designando Pazolini para a SPRM.
A publicação da instrução ocorreu no Diário Oficial do Estado no dia 28, com a data retroativa a 26 de outubro. Assim, Pazolini deveria se apresentar ao trabalho na última segunda-feira, um dia após as eleições.
A SPRM é atualmente dirigida pelo delegado Ícaro Ruginski, que já ocupou o cargo de secretário de Segurança Urbana durante a gestão de Pazolini na prefeitura de Vitória. Ruginski, que se afastou da administração para concorrer nas eleições de 2022, considerou uma candidatura a deputado federal pelo PSC, mas acabou desistindo e retornou à Polícia Civil.
Agora, os papéis se inverteram, e Ícaro passará a ter Pazolini como subordinado, mesmo que de forma temporária.
A assessoria de Pazolini afirmou que o governador eleito retoma suas funções na Polícia Civil com normalidade, mantendo seu compromisso como servidor público. Ele desempenha atividades administrativas, equilibrando essa carga com suas obrigações relativas à transição de governo, sem que isso interfira em suas responsabilidades. A expectativa é que Pazolini permaneça em atividade até próximo de sua posse no Palácio Anchieta, agendada para janeiro de 2027.
O governo do Estado foi contatado para se pronunciar sobre a situação, mas até o momento não houve retorno.
Para esclarecer, ao renunciar ao cargo de prefeito em abril para concorrer ao Palácio Anchieta, Pazolini solicitou à Polícia Civil um período de férias prêmio de três meses, permitindo que se dedicasse de forma integral à sua pré-campanha. Essa estratégia evitou que ele tivesse que voltar ao exercício de suas funções logo após a renúncia, durante os preparativos eleitorais.

