quinta-feira, outubro 8, 2026
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Influencer Detained for Fraud Investigation Accused of Threatening Business Leaders and Mentioning PCC

Gabriel Spalone, influenciador digital e empresário, foi novamente preso em São Paulo na última quinta-feira (08), sob a acusação de se passar por membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários. A defesa do influenciador afirma que ainda não teve acesso aos documentos do processo, negando qualquer associação de Spalone com o PCC.

Em 2025, ele já havia sido alvo de uma operação das forças policiais que investigava um esquema que desviou R$ 146 milhões através do sistema PIX.

A nova ordem de prisão foi emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, após as denúncias sobre extorsão. Spalone deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (09), conforme informações do TJ-SP.

O influenciador é acusado de se apresentar como parte da facção criminosa PCC e de ter ameaçado sequestrar os familiares das vítimas caso não recebesse o montante exigido, o que começou em abril de 2026. Os empresários ameaçados eram sócios de Spalone e investiram em um criptoativo por sua indicação.

O advogado de defesa, Eduardo Maurício, declarou que ainda não teve acesso aos detalhes do processo, que se encontra sob sigilo judicial. Ele assegura que seu cliente não faz parte do PCC e que pleiteará a liberdade de Spalone em audiência, além de solicitar a revogação da prisão preventiva, se necessário.

Vale lembrar que, em fevereiro deste ano, Spalone recebeu liberdade provisória após ser preso pela Interpol na Argentina e extraditado para o Brasil.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a equipe da 1ª Delegacia Antissequestro, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), localizou Spalone e apreendeu com ele três celulares, um tablet e um notebook. As investigações seguem em andamento.

Investigação sobre desvio de R$ 146 milhões

Spalone é o principal alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo que apura um grupo envolvido no desvio de R$ 146 milhões através de fraudes no sistema Pix.

Ele é proprietário de fintechs que atuam em operações de pagamento e investimento. Além de Spalone, outros dois indivíduos estão sendo investigados, mas a defesa deles não foi localizada para se manifestar.

As investigações revelaram que o esquema usou várias contas em uma instituição financeira para receber os valores. Além disso, os suspeitos utilizaram o sistema Pix para realizar as transferências.

Ainda conforme a apuração, os envolvidos usaram credenciais de prestadoras de serviços para desviar quantias do banco em fevereiro de 2025.

No dia 23 de setembro do ano anterior, a 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos, parte do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou a Operação Dubai, que visava cumprir mandados de prisão preventiva contra Spalone e os dois outros homens. Um deles foi encontrado em São Paulo, enquanto o outro foi localizado em Campinas. Porém, Spalone não foi localizado na ocasião.

Difusão vermelha da Interpol

O nome de Spalone foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, resultando em buscas que mobilizaram agentes da Polícia Civil e autoridades de Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos. Ele foi detido em um aeroporto de Buenos Aires em 27 de setembro de 2025, ao desembarcar de um voo proveniente do Panamá.

Naquela oportunidade, a defesa de Spalone afirmou que ele concordou em ser extraditado, ressaltando que a decisão demonstrava sua disposição em colaborar com a elucidação dos fatos. “Gabriel nunca esteve foragido. Ele estava no exterior e essa confusão foi uma aventura jurídica da autoridade policial que alegou que Gabriel havia fugido”, comentou Mauricio.

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