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terça-feira, setembro 1, 2026
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Juiz determina julgamento para o acusado de assassinato de Charlie Kirk, possibilitando a pena de morte.

Um juiz de Utah determinou nesta terça-feira (1º) que Tyler Robinson, de 23 anos, irá a julgamento pelo assassinato de Charlie Kirk, importante figura da direita norte-americana, após um ataque a tiros ocorrido quase um ano atrás. Com essa decisão, os promotores podem agora solicitar a pena de morte.

O juiz Tony Graf revisou as evidências apresentadas e indicou que há motivos suficientes para prosseguir com a acusação. Os advogados de defesa de Robinson tentaram contestar as acusações, alegando que o caso não atende aos critérios para uma acusação que pleiteie a pena capital. Uma nova audiência será agendada para discutir a causa provável, e até o momento, Robinson ainda não se declarou culpado ou inocente.

Os promotores alegam que Robinson, ex-aprendiz de eletricista, foi o responsável pelo disparo que atingiu o pescoço de Kirk, de 31 anos, durante um debate na Universidade Utah Valley no dia 10 de setembro de 2025. Após o ataque, Kirk recebeu atendimento médico e passou por cirurgia, mas não sobreviveu.

O incidente, que foi gravado em vídeo por testemunhas e amplamente compartilhado nas redes sociais, se junta a uma série de ataques contra figuras políticas nos Estados Unidos, levantando ainda mais o debate sobre a violência política em um contexto de crescente polarização.

No tribunal, estavam presentes os pais de Kirk, Robert e Kathryn, além de sua esposa, Erika Kirk, que assumiu a liderança da organização juvenil conservadora que ele fundou.

A audiência da última terça-feira seguiu uma preliminar realizada em julho, onde uma testemunha declarou que vídeos do dia do crime mostravam Robinson se preparando para atirar no momento em que Kirk foi atingido. Os promotores também apresentaram resultados de exames de DNA que, segundo eles, apontam para a presença de Robinson na arma utilizada no crime.

O juiz Graf analisou as evidências, que foram descritas como “contundentes”, inclusive os resultados de exames de DNA. A defesa, por sua vez, argumenta que as provas estão baseadas em “especulações” e que a polícia não buscou outros possíveis suspeitos.

Robinson está sendo processado por homicídio qualificado, um crime que pode resultar na pena de morte em Utah, visto que o júri acredita que ele colocou em risco vidas alheias durante o evento. O promotor Ryan McBride enfatizou que disparar um fuzil em meio a uma multidão de mais de três mil pessoas implica em risco de morte para todos os presentes.

A defesa argumenta que a situação não deve ser considerada em relação à pena capital, já que Robinson aparentemente atingiu seu “alvo pretendido”. Segundo Staci Visser, advogada de Robinson, “não há evidências” de que outras pessoas estivessem em perigo.

Os promotores também sugerem que Robinson teria escolhido Kirk como alvo devido a suas opiniões políticas, especialmente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que poderia fortalecer a acusação na busca pela pena de morte. Entretanto, a defesa nega que existam provas de que Robinson discordasse das ideias de Kirk.

Cofundador do Turning Point USA, grupo de mobilização juvenil, Kirk foi uma figura-chave no apoio dos jovens ao ex-presidente Donald Trump e colaborou com esforços do Partido Republicano para aumentar a participação nas eleições de 2024.

Durante uma cerimônia em homenagem ao marido falecido, Erika Kirk mencionou que perdoava o suposto atirador, mas não comentou sobre o pedido de pena de morte.

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