sábado, novembro 7, 2026
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Lula aspira transformar o Brasil em um país desenvolvido em quatro anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua determinação em transformar o Brasil em um país desenvolvido nos próximos quatro anos. Em sua avaliação, as perspectivas para o futuro do país são “extraordinárias”, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras, que, segundo ele, podem atrair investimentos decisivos.

As afirmações de Lula aconteceram durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), onde enfatizou a importância de aproveitar as vantagens competitivas do Brasil para impulsionar seu desenvolvimento econômico e social. “Meu objetivo é, em apenas quatro anos, elevar o Brasil da condição de país em desenvolvimento para país desenvolvido”, declarou.

O presidente destacou que o progresso no Mapa do Caminho para a transição energética indica que metas que antes pareciam inviáveis podem ser atingidas com decisão política e articulação eficaz. Lula comentou também sobre a resistência enfrentada por sua proposta na COP30, especialmente de países produtores de petróleo, mas ressaltou que, com a atuação do Brasil, foi possível avançar.

Ele mencionou um documento que orienta a implementação de compromissos climáticos relativos à transição dos combustíveis fósseis e à reversão do desmatamento e degradação florestal.

Em relação à energia limpa, Lula ressaltou as oportunidades para a geração de energia renovável e manifestou o interesse em atrair investimentos internacionais, especialmente em data centers, exigindo que esses empreendimentos gerem sua própria energia. Para o presidente, o Brasil experimenta um momento excepcional e possui perspectivas únicas de futuro nos próximos anos.

Lula associou o futuro econômico do país à produção de energia limpa, à atração de data centers e à valorização dos recursos naturais. Ele afirmou: “Quem desejar investir deve gerar sua própria energia. A energia da população não será usada para data centers.”

O presidente também creditou parte dos resultados de sua administração à habilidade de articulação política, apontando que conquistas importantes foram realizadas mesmo sem ter a maioria no Congresso Nacional. Ele defendeu que o sucesso na aprovação de medidas econômicas e estruturais foi resultado de habilidades de negociação e persuasão.

Ao discutir a situação fiscal, Lula destacou que recebeu o governo com um déficit fiscal de 2,8% e agora apresenta um orçamento superavitário. Ele prometeu manter uma política fiscal responsável, aliada à responsabilidade social, sem comprometer os investimentos destinados aos mais pobres.

O presidente enfatizou que o ajuste fiscal não ocorrerá à custa da população com menor renda, assegurando que “o pobre não pagará a conta”. Na sua visão, garantir a responsabilidade fiscal não impede a obtenção de financiamentos para investimentos estruturais.

Para Lula, que se mantém dentro de parâmetros fiscais, é possível contrair dívidas desde que estas sejam direcionadas à construção de ativos e patrimônio do país, como estradas, ferrovias e aeroportos. Ele acredita que a combinação entre responsabilidade fiscal, investimentos produtivos, transição energética e políticas sociais oferece uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento do Brasil.

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