O ex-governador e senador eleito Renato Casagrande, representante do PSB, manifestou apoio à indicação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para assumir o Ministério da Fazenda no novo governo de Lula (PT).
Após a histórica vitória de Lula no segundo turno, garantindo seu quarto mandato, o nome de Alckmin passou a ser cogitado para liderar a pasta. Casagrande destaca que Alckmin possui um perfil fiscalista, é defensor da austeridade e goza da confiança do presidente, além de contar com uma boa reputação no mercado financeiro.
Em entrevista, Casagrande afirmou: “Alckmin é altamente qualificado, equilibrado e eficiente. Independentemente da função que ele venha a desempenhar no governo Lula, certamente o fará com competência. Apoio sua indicação para ministro da Fazenda, considerando sua experiência em governar São Paulo por quatro mandatos com responsabilidade fiscal.”
Ele acredita que o novo governo deve direcionar esforços para equilibrar as contas públicas, e a escolha de Alckmin poderia ser uma importante sinalização nesse sentido. “O governo precisa buscar um equilíbrio fiscal, e Alckmin possui grande credibilidade tanto entre a população quanto entre os empresários”, completou.
Casagrande ainda minimizou a possibilidade de desgastes políticos que a pasta pode acarretar. “Se a intenção é servir ao povo e isso traz desgaste, desde que gere resultados positivos, estará tudo bem”, disse.
Outros nomes também estão sendo considerados para o cargo, como o atual ministro Dario Durigan e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que já atuou como secretário da Fazenda em seu estado. A escolha de Alckmin poderia, adicionalmente, fortalecer o PSB, que deseja lançar uma candidatura própria em 2030. Quando questionado sobre a possibilidade, Casagrande declarou: “O PSB deve pensar em novos nomes, como qualquer partido que almeja governar o país.”
Se Alckmin for confirmado na Fazenda, ele acumulará essa função com a vice-presidência, assim como ocorreu anteriormente, quando assumiu o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Em relação à presidência do Senado, as articulações já começaram, mesmo com a eleição marcada apenas para fevereiro do próximo ano. O atual presidente, senador Davi Alcolumbre (União-AP), busca a reeleição, enquanto outros candidatos surgem, como Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
O PSB ainda não tomou uma posição oficial sobre a presidência do Senado, mas está mantendocom Alcolumbre um diálogo. Casagrande comentou que ainda é cedo para uma decisão: “Não temos uma posição definida ainda, gostaríamos de esperar mais um pouco.”
Indagado sobre seu apoio a Alcolumbre, o ex-governador ressaltou ter boa relação com ele, mas não confirmou sua preferência, dizendo ter consideração também por Tereza Cristina. “O importante é que o PSB decidirá de forma coletiva, considerando nossos quatro votos”, destacou Casagrande.
Na entrevista, o ex-governador também abordou suas perspectivas para o Senado e sua relação com o governador eleito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), além de avaliar os resultados das eleições.

