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segunda-feira, agosto 31, 2026
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Ministério da Saúde intensifica convite para vacinação contra o sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo em São Paulo, o Ministério da Saúde fez um apelo à população para que mantenha suas cadernetas de vacinação atualizadas. A Campanha Nacional de Multivacinação, que se estende até a próxima terça-feira (1º), visa checar as condições vacinais de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, além de aplicar as vacinas necessárias, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo.

No Brasil, foram registrados 27 casos da doença em 2026. Dentre eles, 24 pertencem a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo, com 21 ocorrências na capital, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos. Dos outros três casos confirmados, dois ocorreram em São Paulo e um no Rio de Janeiro, mas não são relacionados entre si e já foram considerados encerrados após um período de 12 semanas sem novas infecções.

Em 2025, o país registrou 38 casos de sarampo que foram importados ou relacionados a importações, todos controlados por meio de medidas de vigilância e vacinação. O ministério ressaltou que o Brasil permanece sem a circulação endêmica do sarampo, mesmo com o aumento de casos em outras regiões das Américas.

Em relação ao esquema vacinal, o sarampo, que é altamente contagioso, pode ser evitado pela vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para as crianças, o esquema padrão prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adultos de até 29 anos que não tenham sido vacinados ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Já para adultos entre 30 e 59 anos, é recomendada uma única dose contra a doença.

Em locais onde há circulação do vírus, as estratégias de vacinação podem ser ajustadas conforme a avaliação epidemiológica. Por exemplo, em resposta à cadeia de transmissão identificada em São Paulo, o ministério recomendou que a vacinação fosse ampliada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com a introdução da chamada “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses.

A “dose zero” é uma estratégia complementar de proteção para as crianças menores de 1 ano em áreas de maior risco, sem substituir as doses padrão do calendário nacional que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses.

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