quarta-feira, outubro 7, 2026
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Ministro da Fazenda pretende reforçar arcabouço fiscal para apoiar a política monetária

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta sexta-feira que o governo federal continuará a ajustar o arcabouço fiscal, com o intuito de oferecer suporte ao Banco Central na condução da política de juros. Em declaração à GloboNews, ele apontou que seguir com essa estratégia é essencial para otimizar os resultados fiscais. “É nossa responsabilidade, como pasta da Fazenda, colaborar com a política monetária ao desempenhar nosso papel no campo fiscal”, destacou Durigan.

De acordo com o que O GLOBO revelou, o ministro tem intensificado suas interações com o setor financeiro, economistas e influenciadores de opinião, deixando claro que a administração tenciona adotar uma postura mais rigorosa em relação às finanças públicas, especialmente em um possível cenário de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como escolhido pelo Palácio do Planalto para atuar como o porta-voz econômico da campanha de reeleição de Lula, Durigan tem contestado a noção de colapso fiscal do país em encontros recentes, embora reconheça a necessidade de implementar medidas que controlem, em particular, o aumento das despesas obrigatórias. Durante conversas iniciais com investidores, o ministro manifestou a intenção de reduzir o teto de crescimento anual das despesas no arcabouço fiscal de 2,5% para um limite mais próximo de 1,5%, sempre assegurando que este aumento seja superior à inflação.

Ainda hoje, Durigan comentou que a escalada dos preços no Brasil, que preocupa o Banco Central, resulta de efeitos da guerra no Oriente Médio, além da política fiscal do governo. Ele esclareceu que o conflito impacta diretamente os preços dos combustíveis e prejudica a oferta de fertilizantes no mercado global, afetando também a produção agrícola no Brasil.

“Quando o Banco Central expressa sua preocupação com a inflação, isso não se deve apenas à política fiscal interna, mas também aos impactos das guerras ao redor do mundo. Não é uma questão exclusiva do Brasil, pois outros bancos centrais também observam esses conflitos e, em resposta, ajustam suas taxas de juros para tentar controlar a inflação”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole Salvador. Ele acrescentou que a responsabilidade pelos aumentos de preços não reside apenas nas ações do governo brasileiro, mas é exacerbada pela guerra promovida pelos Estados Unidos no Irã, apoiada por setores do bolsonarismo.

O Banco Central utiliza a taxa Selic como ferramenta para controlar a inflação, buscando enquadrá-la dentro da meta de 3% ao ano. Em sua última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) assinalou que a inflação continua pressionada pela elevada demanda, o que, segundo a análise do BC, justifica a manutenção da taxa de juros em patamares altos, atualmente fixados em 14%.

Além disso, o Banco Central já expressou suas preocupações em relação às políticas do governo que incentivam o consumo. Sobre a guerra, o Copom reforçou a necessidade de monitorar se os efeitos imediatos sobre os preços, como os combustíveis, irão se espalhar para outros produtos.

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