Uma mulher foi agredida na noite da última segunda-feira (2) com socos no rosto durante uma discussão política em um bar localizado no bairro Itapuã, em Vila Velha. De acordo com a vítima, que trabalha como assistente administrativa, a altercação começou depois que ela se manifestou a respeito do resultado das eleições. Ela identificou o agressor como um cabo da Polícia Militar, cuja identidade não foi revelada.
A assistente administrativa relatou que chegou ao bar acompanhada pela mãe e uma amiga. Enquanto estavam sentadas na calçada conversando, o assunto político começou a gerar polêmica, levando mulheres de uma mesa vizinha a se envolverem na conversa. A mulher afirmou que a discussão se intensificou, resultando em ofensas e provocações.
No meio da confusão, o indivíduo, que a mulher acredita ser o cabo da PM, se aproximou e começou a agredi-la fisicamente com socos, além de a empurrar contra a parede do bar. Como resultado das agressões, a mulher desmaiou na calçada e perdeu a consciência. Ela foi socorrida e levada ao Hospital Antônio Bezerra de Farias, onde precisou receber quatro pontos no supercílio devido ao ferimento.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no local, foi informada por testemunhas de que o agressor havia retornado a um condomínio nas proximidades. Os policiais foram até o edifício, com a ajuda do síndico, na tentativa de localizar o homem, mas não conseguiram encontrá-lo.
A vítima expressou seu descontentamento, afirmando que alguém que deveria proteger a comunidade havia agido de forma violenta por um motivo trivial. Ela destacou que a agressão poderia ter a levado à morte, uma vez que sofreu uma fratura interna no nariz e está com o rosto bastante ferido.
Para buscar justiça, o advogado da assistente administrativa apresentou um pedido de notícia-crime ao Ministério Público do Espírito Santo e solicitou medidas protetivas urgentes, além da prisão preventiva do suspeito. Ele também criticou a falta de ação por parte dos responsáveis pelo bar, afirmando que esses deveriam ser responsabilizados por sua omissão.
Na manhã da quarta-feira (4), a repórter visitou o condomínio onde reside o suspeito. A mãe dele informou que ele preferiu se manifestar apenas por meio de um advogado. Tentativas de contato com a defesa do suspeito não foram bem-sucedidas.
As autoridades policiais foram questionadas sobre a função do suspeito, que é alegadamente um cabo da corporação, e informaram que ainda não há denúncia formal registrada na Corregedoria sobre o incidente. A Polícia Civil orientou a vítima a registrar a ocorrência em qualquer delegacia para que os responsáveis possam ser identificados e punidos adequadamente. É possível contribuir com informações pela ferramenta Disque-Denúncia 181, permitindo que denúncias sejam feitas de forma anônima.

