sábado, outubro 17, 2026
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O Espírito Santo não é apenas café; é café e muito mais!

Visibilidade ao Agro Capixaba: Avançar Além do Café

Por Marcus Magalhães, empresário e presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo e diretor de Relações Institucionais da Fecomércio-ES.

Após percorrer diversas localidades do Espírito Santo e participar de vários eventos, uma certeza se fortalece: nossa agricultura é mais rica e variada do que muitas vezes imaginamos. O café se destaca como uma das principais forças do Estado, reconhecido tanto a nível nacional quanto internacional. Contudo, é necessário que essa identidade não restrinja a compreensão da vastidão do nosso setor agropecuário.

Por trás de cada atividade no campo, estão indivíduos que fazem a diferença. Famílias que estabelecem legados, empreendedores que veem oportunidades em desafios e iniciativas que merecem mais notoriedade. Essas ações não apenas movimentam a economia e geram empregos, mas também transformam regiões, mesmo sem receber a visibilidade que realmente merecem.

Como já mencionei em outras ocasiões: o Espírito Santo não se reduz ao café; ele abrange também a pimenta-do-reino, o cacau, a fruticultura, a pecuária, as florestas plantadas, a cana-de-açúcar, além de uma variedade de frutas, legumes e verduras, gengibre e muitos outros produtos que demonstram a capacidade empreendedora e a diversidade de nossas regiões.

Cada setor possui suas especificidades, desafios e potencialidades. Existem produtos com grande viabilidade para explorar novos mercados, projetos que podem atrair investimentos e áreas que precisam ser mais conhecidas, não apenas por nós, capixabas, mas também pelo restante do Brasil e pelo mundo.

A partir de 2027, é crucial revisitarmos a maneira de trazer mais visibilidade para o agro do Espírito Santo. Este pode ser o momento ideal para superarmos iniciativas isoladas e buscarmos novas maneiras de conectar cadeias produtivas, reunir pessoas, compartilhar conhecimento e apresentar ao mundo tudo que temos a oferecer.

Precisamos criar espaços colaborativos que integrem essa diversidade e demonstrem que, juntos, podemos atingir resultados muito mais amplos. Uma agenda que reconheça tanto os grandes protagonistas quanto aqueles que, longe dos holofotes, fazem a diferença diariamente.

Para isso, é necessário unir forças entre instituições, produtores, empresas, cooperativas e diversas entidades que representem o setor. Isso implica em planejamento cuidadoso, comunicação efetiva, inteligência de mercado e uma visão de longo prazo.

Mais do que evidenciar o que produzimos, é essencial mostrar quem está por trás dessa produção, como suas atividades impactam o entorno e quais oportunidades elas oferecem, transformando essa visibilidade em sucesso comercial.

Tenho realizado esforços para aproximar, conectar e valorizar essas realidades. E é imprescindível que ampliemos essas iniciativas, envolvendo mais pessoas e instituições em torno de um objetivo comum.

O agro do Espírito Santo possui muito a oferecer e é hora de encontrarmos uma nova maneira de unir essas forças, contar nossas histórias e projetar nossa riqueza além das fronteiras.

Promover a visibilidade do agro é uma forma de valorizar as pessoas, fortalecer regiões e criar perspectivas de desenvolvimento. O setor agropecuário do Espírito Santo tem muito a mostrar ao Brasil e ao mundo.

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