Um trágico incidente ocorreu no domingo (11) em Jacarepaguá, um bairro da zona sudoeste do Rio de Janeiro, resultando na morte do subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, integrante do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O subtenente foi atingido por disparos de policiais militares do 18º batalhão que, confundindo a abordagem da equipe de Silva a um veículo como uma ação criminosa, iniciaram os tiros.
A Polícia Militar informou que a equipe de Gláucio estava realizando uma operação quando os agentes do 18º batalhão perceberam a movimentação no local. A corporação acrescentou que, devido à baixa visibilidade, houve a confusão que culminou nos disparos.
No total, seis policiais ficaram feridos no confronto, sendo cinco do Bope e um do 18º batalhão. Gláucio foi um dos feridos e não sobreviveu aos ferimentos. Entre os outros feridos, o sargento Leonardo Malaquias está passando por uma campanha de doação de sangue devido ao seu estado de saúde, enquanto não há informações sobre os demais envolvidos.
As circunstâncias do caso estão sendo apuradas pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, que também confirmou que o governo do Estado prestará assistência às vítimas e suas famílias.
Gláucio tinha uma carreira sólida na Polícia Militar, com 26 anos de experiência. Ele é irmão de Heber Carvalho, um sargento que faleceu durante uma operação no Complexo da Penha no ano passado.
A morte do policial gerou comoção nas redes sociais, onde familiares e amigos expressaram seu pesar. Sua filha, Laryssa Viana, descreveu Gláucio como uma figura central em sua vida. Jéssica Alves, viúva de Heber, compartilhou seu luto, mencionando a dor de perder o cunhado no mesmo mês em que havia perdido seu marido.
O velório de Gláucio está programado para esta segunda-feira, 12, às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade, com o sepultamento marcado para as 16h.

