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terça-feira, setembro 1, 2026
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Ponte Preta: A Crise Financeira Empurra o Clube de Volta à Série C Menos de um Ano Após a Conquista do Título

Michel Henrique, jogador que já se destacou como artilheiro do Campeonato Gaúcho em duas ocasiões, fez um desabafo significativo sobre sua luta contra o vício em apostas, destacando a quantidade excessiva de propagandas relacionadas a esse tema.

Atualmente, a Ponte Preta enfrenta uma crise financeira que resulta em problemas maiores dentro e fora de campo. O clube recorreu a jogadores da base para evitar um W.O. em um jogo contra o América-MG pela Série B. Esta situação é reflexo de uma crise que já se arrasta há anos, como demonstrado pelo aumento da dívida do clube, que subiu 55%, de R$ 154,2 milhões em 2017 para R$ 239,8 milhões em 2025.

No momento, a Ponte Preta é a lanterna da Série B, com apenas 10 pontos após 25 jogos, e a chance de rebaixamento é alarmante, em 99,994%. Um problema recente que agravou a situação foi a greve dos jogadores, que reivindicam pagamentos em atraso, incluindo salários e direitos de imagem, com alguns atletas enfrentando até sete meses sem receber. Embora houvesse tentativas de pagamento, muitos receberam apenas parte do que lhes era devido.

Os atletas comunicaram que a atual diretoria abandonou o cotidiano do clube e não oferece garantias ou informações sobre a regularização dos pagamentos. Eles também suspenderam os treinamentos, além dos jogos. A administração da Ponte Preta não se manifestou sobre a situação e não divulgou um prazo para solucionar as pendências.

Em uma recente declaração, o vice-presidente Marco Antônio Eberlin sugeriu que a paralisação poderia ser um ato de solidariedade entre os jogadores mais afetados pelos atrasos salariais. Ele negou que houvesse abandono da gestão.

Eberlin também havia dado a entender previamente que a situação da folha salarial seria normalizada em maio, o que, até o momento, não ocorreu. O clube enfrenta uma judicialização de suas dívidas, com uma ação no valor de R$ 32,8 milhões sendo tratada sob o Regime Centralizado de Execuções (RCE). Recentemente, a Justiça negou a liberação de R$ 3,4 milhões que estavam bloqueados para o pagamento de salários.

Os impedimentos em transferências, devido a pendências financeiras com a Fifa e com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, levaram à demissão do técnico Márcio Zanardi, que alegou não haver condições para continuar a frente da equipe. Ele foi substituído por Gilson Kleina, que descreveu essa nova etapa como “o maior desafio” de sua carreira.

A diretoria acredita que a transformação da Ponte Preta em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) pode ser a solução para reverter a crise. As propostas envolvem investimentos de cerca de R$ 1,1 bilhão. Embora a ideia já tenha sido aprovada pelo Conselho Deliberativo, uma assembleia para formalizar essa transformação foi adiada devido a liminares judiciais, que geraram confusão e protestos por parte da torcida contrária à iniciativa.

O discurso em favor da SAF é sustentado pela urgência em solucionar a situação crítica financeira do clube. O advogado dos jogadores comenta que, mesmo sem um processo judicial formal, os atletas têm direitos garantidos pela legislação pertinente e podem rescindir contratos em caso de descumprimento de pagamentos. O Sindicato de Atletas já está acompanhando a situação de atrasos nos pagamentos nos clubes de São Paulo e se reuniu com os jogadores para discutir o problema.

A Ponte Preta vive um momento tenso, onde a solução parece distante, mas uma reestruturação através da SAF pode ser a única saída viável para o clube em meio a essa crise financeira sem precedentes.

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