Uma nova caneta de semaglutida, chamada Semaclique, começa a ser disponibilizada nas farmácias a partir desta sexta-feira (6). O preço unitário será de R$ 464,81, mas ao comprar três canetas, o preço unitário reduz para R$ 333, totalizando R$ 999. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já conferiu a aprovação para o uso do medicamento em adultos diagnosticados com diabetes tipo 2, porém, a caneta não é indicada para o tratamento da obesidade.
A distinção nas utilizações é relevante, visto que a semaglutida também é um ingrediente ativo presente em outros fármacos destinados ao controle do peso. Contudo, ter um princípio ativo em comum não implica que todos os medicamentos tenham as mesmas autorizações. O Semaclique, em especial, foi registrado para diabetes tipo 2.
Presumindo o preço sugerido pela fabricante, uma caneta custa R$ 464,81. No pacote com três unidades, cada caneta sai por R$ 333, o que representa uma economia de R$ 131,81 por unidade em comparação com a compra avulsa.
É importante salientar que o valor pode variar conforme a farmácia e a região. Por isso, recomenda-se que o consumidor verifique o preço e a disponibilidade nas farmácias locais antes da compra.
O Semaclique é registrado pela Germed e será comercializado pela Brace Pharma, uma empresa do Grupo EMS. Em agosto, a Anvisa autorizou o produto como um medicamento similar à semaglutida sintética.
Quanto ao público-alvo, a caneta é destinada a adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não estejam conseguindo controlar adequadamente a condição. Para melhores resultados, o uso do medicamento deve ser combinado com uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos, sempre sob a supervisão de um profissional de saúde.
O uso da caneta pode ser considerado em casos específicos, como quando a metformina é inaplicável devido a contraindicações ou intolerâncias. O tratamento pode também incluir outros medicamentos para diabetes, dependendo da avaliação do médico.
É importante observar que o Semaclique não possui registro para o tratamento da obesidade. Embora a semaglutida esteja contida em medicamentos destinados a esse fim, cada produto possui suas próprias aprovações de uso.
Em relação ao modo de aplicação, a caneta Semaclique deve ser utilizada uma vez por semana, via subcutânea, conforme a dosagem indicada. O dispositivo possui um sistema de cliques que possibilita ao médico realizar ajustes na dosagem sem que o paciente precise trocar de apresentação. É crucial que a aplicação e qualquer alteração sejam feitas seguindo as orientações médicas.
A caneta deve ser armazenada sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, incluso após o início do tratamento. Essas informações são importantes e devem ser verificadas na bula do produto adquirido.
A compra da semaglutida requer receita médica em duas vias, sendo que uma via deve ser retida pela farmácia. Essa norma se aplica a medicamentos dessa categoria e visa controlar a dispensação.
Os possíveis efeitos colaterais incluem reações gastrointestinais, como náuseas e diarreia, além de outras reações mais raras, mas que devem ser monitoradas, como a pancreatite. Caso surjam sintomas ou dúvidas durante o tratamento, o paciente deve entrar em contato com seu médico.
A introdução de novos medicamentos à base de semaglutida no mercado se intensificou após o término da patente da substância, que ocorreu em março de 2026. Desde então, a Anvisa já deu aprovação a vários medicamentos com essa substância. No entanto, a autorização sanitária não significa que todos estejam imediatamente disponíveis para venda, uma vez que a chegada às farmácias envolve etapas adicionais, como a definição de preços e distribuição.
Recentemente, a Anvisa autorizou também o Ozivy, da EMS, para diabetes tipo 2, registrou o Semaclique como um medicamento similar e liberou uma versão genérica da semaglutida. Em 29 de outubro, foram autorizadas cinco novas canetas voltadas para diabetes e obesidade, cada uma com suas específicas indicações.
Com a diversidade de marcas agora disponíveis, é essencial que a orientação sobre qual produto utilizar não se baseie apenas no princípio ativo ou no preço. A escolha deve considerar a indicação aprovada e a consulta a um profissional de saúde.

