sábado, outubro 24, 2026
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São Paulo acusa Casares de ‘manobra traiçoeira para dividir responsabilidades’ em processo contra o clube

Roger Machado, o atual técnico do São Paulo, concedeu uma entrevista na qual falou sobre os aprendizados obtidos no clube, além de abordar questões sociais relacionadas ao futebol e seus sonhos para o futuro. Durante a conversa, Machado salientou que sua equipe não deve brigar contra o rebaixamento e refletiu sobre o impacto do racismo e a dificuldade de discutir esse tema no esporte.

No contexto do clube, o São Paulo contestou um processo promovido por Júlio Casares, ex-presidente da equipe, que busca anular sua expulsão, que foi resultado de uma votação do Conselho Deliberativo, devido a alegações de gestão temerária. A direção atual do clube classificou os argumentos de Casares como “alucinações”.

Na defesa apresentada, a instituição destacou que o ex-dirigente deveria focar em contestar o julgamento que resultou em sua expulsão, ao invés de recorrer ao judiciário para obter uma validação de sua gestão. Em setembro, Casares ajuizou uma ação reivindicando a invalidação da expulsão, ocorrida em agosto, e alegou que foi vítima de uma conspiração política, refutando as acusações de má administração associadas a saques de R$ 11 milhões durante seu mandato e ao uso indevido de um cartão corporativo.

Casares defendeu que os saques realizados foram para quitar premiações. Ele também afirmou que as contas referentes ao período de 2021 a 2024 foram ratificadas e que as decisões contábeis e técnicas não eram de sua inteira responsabilidade.

O requerimento de Casares inclui o reconhecimento da ausência de má gestão, a validação da prestação de contas do cartão corporativo e um pedido para que o clube apresente os documentos que comprovem as alegações de má administração e desvio de recursos.

Por sua vez, o São Paulo solicita que a justiça rejeite as demandas de Casares, bem como seu pedido de acesso aos documentos do clube, além de pedir que as manifestações preliminares sejam consideradas para que a ação seja extinta e que o ex-presidente arque com os custos do processo e honorários advocatícios.

A resposta do São Paulo enfatiza que a conduta do ex-dirigente representa uma tentativa desleal de desviar a culpa para colaboradores e subordinados, ressaltando a concentração de poder durante sua gestão.

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