Roger Machado, o atual técnico do São Paulo, concedeu uma entrevista na qual falou sobre os aprendizados obtidos no clube, além de abordar questões sociais relacionadas ao futebol e seus sonhos para o futuro. Durante a conversa, Machado salientou que sua equipe não deve brigar contra o rebaixamento e refletiu sobre o impacto do racismo e a dificuldade de discutir esse tema no esporte.
No contexto do clube, o São Paulo contestou um processo promovido por Júlio Casares, ex-presidente da equipe, que busca anular sua expulsão, que foi resultado de uma votação do Conselho Deliberativo, devido a alegações de gestão temerária. A direção atual do clube classificou os argumentos de Casares como “alucinações”.
Na defesa apresentada, a instituição destacou que o ex-dirigente deveria focar em contestar o julgamento que resultou em sua expulsão, ao invés de recorrer ao judiciário para obter uma validação de sua gestão. Em setembro, Casares ajuizou uma ação reivindicando a invalidação da expulsão, ocorrida em agosto, e alegou que foi vítima de uma conspiração política, refutando as acusações de má administração associadas a saques de R$ 11 milhões durante seu mandato e ao uso indevido de um cartão corporativo.
Casares defendeu que os saques realizados foram para quitar premiações. Ele também afirmou que as contas referentes ao período de 2021 a 2024 foram ratificadas e que as decisões contábeis e técnicas não eram de sua inteira responsabilidade.
O requerimento de Casares inclui o reconhecimento da ausência de má gestão, a validação da prestação de contas do cartão corporativo e um pedido para que o clube apresente os documentos que comprovem as alegações de má administração e desvio de recursos.
Por sua vez, o São Paulo solicita que a justiça rejeite as demandas de Casares, bem como seu pedido de acesso aos documentos do clube, além de pedir que as manifestações preliminares sejam consideradas para que a ação seja extinta e que o ex-presidente arque com os custos do processo e honorários advocatícios.
A resposta do São Paulo enfatiza que a conduta do ex-dirigente representa uma tentativa desleal de desviar a culpa para colaboradores e subordinados, ressaltando a concentração de poder durante sua gestão.

