Um juiz da 5ª Vara Criminal de Vila Velha determinou que um homem suspeito de agressão deve manter uma distância mínima de 200 metros da vítima, de seus familiares e das testemunhas do ocorrido. A decisão inclui uma proibição de contato com essas pessoas por qualquer meio, além de restrições em relação à publicação de conteúdo nas redes sociais que envolva a vítima ou divulgue conversas com ela ou seus parentes.
O suspeito também não pode frequentar locais que a vítima costuma visitar, como seu local de trabalho, espaços de lazer, igrejas e academias. Adicionalmente, foi suspensa a posse ou o porte de arma do homem, caso ele possua algum tipo de armamento.
Apesar das medidas protetivas concedidas, o juiz considerou que a Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher não é a instância apropriada para o caso, visto que entre as partes não há vínculo doméstico, familiar ou afetivo que justifique sua intervenção. Assim, o processo será transferido para um dos Juizados Especiais Criminais de Vila Velha, mas as medidas de proteção já estão vigentes e devem ser cumpridas imediatamente.
A decisão foi proferida em 4 de novembro de 2026.
O incidente que resultou nessa medida ocorreu quando a mulher estava em um bar com sua mãe e uma amiga. Durante uma discussão sobre política e eleições, começaram a ocorrer xingamentos entre grupos em mesas próximas. Em meio a isso, um homem que estava com o outro grupo agrediu a mulher, que afirmou ter perdido a consciência após o primeiro soco e, portanto, não se recorda de mais nada.
Duas testemunhas que presenciaram a cena relataram que a mulher continuou a ser agredida mesmo após perder os sentidos. Elas tentaram chamar a atenção de outras pessoas para ajudar, o que fez com que o agressor interrompesse as agressões. Imagens mostram o suspeito deixando o local sem camisa e usando bermuda verde-musgo.
A defesa do acusado negou as acusações, alegando que ele teria apenas tentado intervir em uma briga que já existia. A Polícia Militar informou que, até o momento, o homem não foi identificado formalmente na ocorrência, o que impede a confirmação de sua associação com a corporação.

