sexta-feira, outubro 16, 2026
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Transplante renal robótico com doadores vivos no ES marca um marco histórico.

A forte conexão entre tia e sobrinha levou Valdinete Breciani, de 47 anos, a realizar a doação de um rim para Monique Breciani de Freitas, de 37 anos, durante um transplante realizado em agosto, em Cariacica. Essa cirurgia, realizada no Hospital Meridional, marca um marco na medicina do Espírito Santo, sendo o primeiro transplante renal entre doadores vivos utilizando tecnologia de cirurgia robótica.

O procedimento, sob a liderança do urologista Claudio Borges, contou com a colaboração de duas equipes. Enquanto uma delas retirou o rim de Valdinete por meio de videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva, a outra equipe implantou o órgão em Monique utilizando a cirurgia robótica.

Embora a duração típica para esse tipo de transplante varie de quatro a seis horas, o hospital não revelou a duração específica da cirurgia. O tempo de internação é determinado pela recuperação de cada paciente, com uma média de cerca de dois dias para os doadores e até sete dias para os receptores.

Monique, diagnosticada com doença renal em 2023, inicialmente passou por tratamento conservador sob supervisão de nefrologista, visando controlar a progressão da doença e preservar a função renal. No entanto, com o agravamento do quadro, ela precisou iniciar hemodiálise, um tratamento que substitui a função renal.

Em seus próprios termos, Monique comentou sobre a necessidade do tratamento: “Durante um período, consegui manter dessa forma, mas, com a evolução da doença, a função renal foi diminuindo cada vez mais, até chegar ao ponto em que precisei iniciar a hemodiálise.”

Ela relatou que, apesar de estar grata pelo tratamento que mantém sua vida, ele impõe várias limitações e afeta a qualidade de vida. Com a possibilidade do transplante, a família se uniu, e Valdinete, carinhosamente chamada de Nethy, decidiu doar o órgão à sobrinha, com quem sempre manteve uma relação próxima desde a infância.

Valdinete expressou seu amor: “Ela é uma sobrinha que eu vi nascer e crescer. E, assim como todos os meus outros sobrinhos, tem um amor muito grande.” Para Monique, a doação vai além do gesto médico. “Para mim, o gesto dela representa muito mais do que a doação de um órgão; representa amor, cuidado, coragem e uma vontade enorme de me ver bem,” destacou.

A expectativa agora é de que Monique possa recuperar parte de sua autonomia e qualidade de vida, e, de acordo com a evolução médica, ter a chance de deixar a hemodiálise.

(Texto sob a supervisão da editora Erika Santos)

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