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terça-feira, setembro 29, 2026
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Bap, presidente do Flamengo, solicita ao Congresso a rejeição da MP que proíbe as apostas.

Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, criticou a forma como os clubes brasileiros administraram os recursos provenientes de patrocínios de casas de apostas. Durante um recente programa do Flamengo, Bap, presidente do clube carioca, expressou sua preocupação em relação à Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visa proibir a atividade das casas de apostas no Brasil. Bap reiterou a necessidade de que essa decisão seja analisada e, se necessário, rejeitada pelos órgãos competentes.

O dirigente destacou que o objetivo de sua crítica não é apenas defender a prática de apostas, mas garantir que as ações sejam tomadas de acordo com os princípios democráticos. Ele espera que o Congresso ou o Supremo Tribunal Federal reconsiderem a MP, afirmando que a revogação é essencial para que as decisões ocorram de forma correta.

Bap alertou que a medida terá um impacto financeiro significativo sobre o Flamengo, estimando perdas que podem chegar a R$ 430 milhões no próximo ano. Ele argumentou que a decisão abrupta do governo não fornece tempo suficiente para que os clubes se preparem para os efeitos negativos. No seu entendimento, essa ação poderá gerar incertezas e desconforto para os times de futebol.

Além disso, Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, protocolou um pedido para que a MP só comece a valer no dia 31 de dezembro, a fim de garantir uma transição adequada e a segurança jurídica necessária aos clubes e apostadores.

Os clubes têm até 5 de outubro para retirar qualquer publicidade relacionada às casas de apostas e os apostadores devem resgatar seus saldos até a mesma data. Bap destacou que, apesar das dificuldades, o Flamengo gere suas finanças de forma responsável e não depende de auxílio governamental para cumprir suas obrigações financeiras.

Ele também mencionou que a maior parte dos ingressos vem de incentivos fiscais e das empresas de apostas, ressaltando que a proibição pode prejudicar ainda mais o futebol brasileiro, favorecendo competições na Argentina, ao invés de contribuir para a redução do endividamento dos brasileiros.

Essa declaração ocorre em meio a um cenário tenso na negociação dos direitos de patrocínio e na luta por uma regulamentação mais equilibrada, que leve em consideração a realidade financeira dos clubes.

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