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terça-feira, agosto 25, 2026
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Campanha de Coleta de DNA de Familiares de Desaparecidos no ES Até Sexta-feira

Iniciou-se na segunda-feira (24) a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas de 2026, que visa atualizar os bancos de dados estaduais e o Banco Nacional de Perfis Genéticos com material genético de parentes de pessoas desaparecidas. Esta ação, que se estenderá até sexta-feira (28), é realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em colaboração com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) e a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES).

De acordo com o delegado Tarcísio Otoni, da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), a coleta de DNA é crucial para identificar indivíduos, tanto vivos quanto mortos, que estão sem identificação. Além disso, esse trabalho auxilia na abertura e resolução de investigações, pois um desaparecimento pode estar relacionado a homicídios.

"Em alguns casos de pessoas desaparecidas, conseguimos coletar material genético em atividades de campo. Essa comparação com o material biológico de familiares pode revelar que o desaparecimento não foi voluntário, mas sim resultante de um ato violento", afirmou Otoni.

A perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo, responsável pelo Laboratório de DNA Forense (LABDNA) da PCIES, informou que atualmente existem 352 famílias registradas no banco, além de 450 indivíduos desaparecidos e 550 pessoas sem identificação, sejam elas vivas ou falecidas.

Ela destacou que, desde 2021, as coletas têm sido realizadas e que existem diversos cadastros de famílias com históricos de desaparecimentos.

Em relação ao procedimento para reportar um desaparecimento, o delegado esclareceu que não é necessário aguardar 24 horas. Mudanças repentinas na rotina de uma pessoa podem ser indicativas de que algo está errado. "Não é preciso esperar 24 horas. Assim que um familiar perceber que a pessoa não está mais em sua rotina, ele deve dirigir-se à polícia. Se a pessoa deixou objetos pessoais para trás, já é um sinal claro", disse Otoni.

Com o Boletim de Ocorrência em mãos, familiares, em sua maior parte pais, mães, filhos e irmãos, devem providenciar a coleta de material genético. Além do Boletim, é necessário apresentar um documento de identidade. A coleta é simples, indolor e rápida, utilizando um cotonete na parte interna da bochecha. O material coletado será comparado com o banco de dados nacional, aumentando as chances de localizar o desaparecido.

A seguir, estão listados os pontos de coleta disponíveis no Espírito Santo:

Vitória

  • Instituição: Laboratório de DNA Forense da Polícia Científica do Espírito Santo
  • Endereço: Avenida Nossa Senhora da Penha, 2290, Bairro Santa Luiza, Vitória/ES
  • Telefone 1: (27) 3198-6073
  • Telefone 2: (27) 3225-8260 (WhatsApp disponível)

Linhares

  • Instituição: Seção Regional de Medicina Legal de Linhares
  • Endereço: Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 1200 – Centro, Linhares/ES, CEP 29.900-210
  • Telefones: (27) 3198-8026 e (27) 3198-8172

Cachoeiro de Itapemirim

  • Instituição: Seção Regional de Medicina Legal de Cachoeiro de Itapemirim
  • Endereço: Rua Deodoro da Fonseca, nº 12 – Bairro Independência, Cachoeiro de Itapemirim – ES, CEP 29.306-660

Colatina

  • Instituição: Seção Regional de Medicina Legal de Colatina (SML-COL)
  • Endereço: Rua Jordana Sara Silva, nº 601, Bairro José de Anchieta, Colatina/ES, CEP 29.709-045
  • Telefone: (27) 3198-8127

Venda Nova do Imigrante

  • Instituição: Seção Regional de Medicina Legal de Venda Nova (SML-Venda Nova)
  • Endereço: Avenida Lorenzo Zandonadi, 880 – Residencial do Bosque, Venda Nova do Imigrante – ES, CEP 29375-000
  • Telefones: (28) 3526-2914 e (28) 99973-5902
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