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quarta-feira, setembro 30, 2026
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EUA agora exigem perfis de redes sociais abertos de jornalistas que pedem visto.

A partir de quinta-feira, 1º de outubro, os Estados Unidos implementarão uma ampliação na análise de perfis em redes sociais para solicitantes de vistos. Essa nova exigência afetará jornalistas estrangeiros que desejam obter permissão para trabalhar no país, entre outros grupos.

As categorias de visto que estarão sob essa nova regra incluem I, voltado para representantes de veículos de comunicação estrangeiros, além de TN e TD, que são direcionadas a certos profissionais do Canadá e do México, assim como seus dependentes. A atualização foi anunciada pelo Departamento de Estado em 18 de setembro e entrará em vigor na data mencionada.

De acordo com as diretrizes do governo americano, todos os candidatos deverão tornar seus perfis em redes sociais “públicos” ou “abertos” para facilitar a verificação necessária à confirmação de identidade e à análise da elegibilidade para entrada nos Estados Unidos. Um comunicado do consulado americano em São Paulo reiterou que a decisão sobre vistos se trata de uma questão de segurança nacional.

O Departamento de Estado destacou que utiliza diversas fontes de informações durante o processo de análise dos pedidos, buscando identificar indivíduos que possam ser considerados inadmissíveis, incluindo aqueles que, segundo o governo, possam representar riscos à segurança nacional ou pública. Além disso, a avaliação visa assegurar que os candidatos atendam aos critérios do visto solicitado e se comprometam a respeitar as condições de entrada no país.

Essa mudança expande uma política que já previa um escrutínio rigoroso da presença online de outros tipos de solicitantes de visto, como estudantes, participantes de intercâmbios, trabalhadores temporários e religiosos. Solicitantes de vistos imigrantes e não imigrantes já eram obrigados a fornecer informações sobre seus nomes de usuário em redes sociais utilizados nos últimos cinco anos.

Em junho de 2025, o governo anterior anunciou o retorno dos agendamentos para vistos de estudantes e intercâmbio, acompanhado de uma ampliação na análise das contas de redes sociais desses candidatos. Funcionários consulares começaram a exigir que as contas fossem tornadas públicas, especificando que a restrição no acesso à presença online poderia ser interpretada como uma tentativa de ocultar atividades.

Na época, o Departamento de Estado orientou uma análise detalhada da presença online dos candidatos, buscando, entre outros aspectos, qualquer manifestação de hostilidade em relação aos cidadãos, à cultura, ao governo, às instituições ou aos princípios fundamentais dos Estados Unidos. A pesquisa não deveria se limitar às redes sociais, mas incluir também mecanismos de busca e outros recursos disponíveis na internet.

Além disso, em dezembro, a administração anterior tornou obrigatório o fornecimento de cinco anos de histórico de redes sociais para cidadãos de países participantes do programa de isenção de visto. A medida afetou viajantes de 42 países que podem entrar nos Estados Unidos por até 90 dias sem a necessidade de visto, incluindo na lista países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

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