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sábado, setembro 19, 2026
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Homem descobre condenação por assalto e alega que irmão usou sua identidade

Um autônomo, identificado como Adileno Mathias, alega que foi condenado por um assalto que teria acontecido em uma sorveteria localizada em Cobilândia, Vila Velha, embora insista que não cometeu o crime e nunca foi preso em relação a esse caso.

A defesa de Adileno levanta a suspeita de uma possível troca de identidade, apontando que o irmão dele, Adriano, teria sido preso em flagrante e que, ao informar seu nome às autoridades, isso pode ter gerado confusão. Adileno descobriu a pendência em seu nome ao tentar renovar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), momento em que foi questionado sobre supostas prisões anteriores.

“Quando fui renovar a habilitação, já havia um problema registrado no meu nome. Perguntaram se eu tinha sido preso, e eu disse que não”, relatou Adileno.

De acordo com a defesa, o crime em questão ocorreu no dia 30 de julho de 2021, em uma sorveteria local. Imagens captadas na ocasião mostram um homem em frente ao estabelecimento, que aguardava a diminuição do movimento para entrar. Posteriormente, ao sair, ele se envolve em uma discussão com uma mulher, gerando a intervenção de moradores que acreditaram estar ocorrendo um assalto. A defesa argumenta que o homem nas gravações não é Adileno.

Adileno afirma que recebeu uma convocação para comparecer a uma audiência, sem saber a que acusação estava relacionada. “Fui julgado e condenado. Durante a audiência, a vítima fez um reconhecimento, mas não me reconheceu”, alegou.

Além disso, um guarda municipal que estava presente no dia do crime descreveu o detido como alguém com aparência de uma pessoa em situação de rua, o que, segundo Adileno, não condiz com suas características.

A advogada Sheilla Monique de Abreu, responsável pela defesa, comentou que a suspeita de troca de identidade aumentou após consulta ao sistema Infopen, que fornece informações sobre presos. Ela encontrou um registro em que um dos nomes mencionados era o de Adriano.

Ao investigar mais sobre o irmão, a defesa identificou que Adriano foi preso na mesma data em que Adileno supostamente deveria haver sido detido pelo assalto. “No Infopen, estavam três nomes, e meu cliente confirmou que um deles era do irmão. Verifiquei e encontrei a data da prisão que coincidia com a acusação contra Adileno”, explicou a advogada.

A advogada também observou que um alvará relacionado ao caso de Adileno foi cumprido em nome de Adriano. Após essas descobertas, a defesa pediu esclarecimentos à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que respondeu que não havia registros em nome de Adileno e sugeriu uma identificação criminal na unidade prisional em que Adriano se encontra.

A defesa considera essas informações cruciais, pois o processo afirma que a pessoa acusada foi presa em flagrante. “Adileno nunca foi preso, e esse é o ponto central da questão”, enfatizou Sheilla.

Para evitar um possível encarceramento de Adileno devido à condenação, a defesa planeja entrar com um habeas corpus preventivo. O autônomo expressou sua preocupação com a situação, afirmando que sua rotina foi impactada e que teme ser abordado por agentes de segurança.

“Não consigo nem sair de casa direito. Quando vejo uma viatura, já fico nervoso com a possibilidade de ser abordado. Isso tem me deixado tão assustado que nem consigo dormir à noite”, revelou Adileno.

O autônomo foi orientado pela Justiça a procurar a Defensoria Pública ou contratar um advogado para relatar a situação por meio de boletim de ocorrência ou diretamente na Vara de Execuções. A advogada confirmou que está acompanhando o caso e se prepara para apresentar o pedido de habeas corpus.

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