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segunda-feira, agosto 24, 2026
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Método de médico capixaba previne amputações e conquista o mundo

Um protocolo inovador desenvolvido pelo cirurgião vascular capixaba Eliud Duarte Junior tem se destacado internacionalmente na prevenção de amputações em pacientes diabéticos, sendo apresentado em congressos nos Estados Unidos, Inglaterra e China. Este tratamento combina abordagens de terapias regenerativas com a estimulação da formação de novos vasos sanguíneos, visando aqueles cujos quadros são críticos e que já possuem indicação de amputação, sem sucesso nos tratamentos convencionais.

A proposta do especialista é oferecer ao organismo as condições necessárias para a recuperação do tecido afetado e a melhoria do fluxo sanguíneo na região. Situações severas de pé diabético podem envolver uma combinação de problemas: a falta de sensibilidade pode levar os pacientes a não perceber feridas, enquanto a circulação inadequada dificulta a cicatrização. A infecção, por sua vez, pode agravar ainda mais o estado clínico.

Uma das técnicas adotadas neste protocolo é a osteodistração angiogênica. Este método estimula o corpo a produzir novos vasos sanguíneos, melhorando a irrigação de sangue e oxigênio para os membros afetados. Segundo Eliud, esse estímulo faz com que o organismo reconheça a necessidade de reparar a área comprometida, gerando novos vasos sanguíneos.

Além disso, o tratamento inclui terapias regenerativas que utilizam materiais do próprio paciente, como medula óssea, tecido adiposo e componentes do sangue, evitando problemas de rejeição. Após a preparação, esses materiais são aplicados na área afetada e podem ser combinados conforme a necessidade de cada paciente. Eliud destaca: “Injetamos o produto da medula óssea e enxertamos o tecido adiposo, criando um ambiente propício à regeneração”.

Os dados clínicos da equipe indicam que a taxa de preservação de membros em pacientes que tinham indicação de amputação é de 72%. “Prolongando a vida do membro em três anos, estamos, consequentemente, aumentando o tempo de vida do paciente, pois sabemos que a amputação pode adiantar sua morte”, esclarece.

Apesar dos avanços proporcionados pelo protocolo, Eliud reafirma a importância da prevenção para reduzir a perda de membros em diabéticos. Situações simples, como uma unha encravada, sapatos apertados ou pequenas rachaduras nos pés, podem resultar em feridas severas.

“Se orientarmos e educarmos os pacientes, especialmente durante a atenção primária, é possível evitar que muitos deles cheguem à amputação”, pontua o cirurgião. Uma complicação comum entre diabéticos é a neuropatia, que afeta os nervos e pode reduzir a sensibilidade nos pés. Como resultado, os pacientes podem não perceber feridas ou alterações até que se tornem mais sérias.

Eliud recomenda que as pessoas com diabetes façam uma inspeção diária nos pés, evitem andar descalças e prestem atenção a qualquer alteração.

O protocolo é destinado a pacientes com quadros críticos, que já possuem indicação de amputação. Antes de serem submetidos a este tratamento, é necessário que as opções convencionais, como angioplastias e cirurgias para restabelecer a circulação, tenham sido esgotadas ou consideradas inviáveis.

Antes do tratamento, a equipe avalia a circulação, a extensão da ferida e a possibilidade de preservação do membro com função, já que a meta não é apenas evitar a amputação, mas também garantir o máximo de mobilidade possível.

O tratamento alia várias técnicas para recuperar tecidos danificados e estimular a angiogênese na área afetada. A osteodistração angiogênica envolve a realização de uma pequena abertura no osso da perna, onde um fragmento ósseo é levemente movimentado por um dispositivo similar a um fixador ortopédico, promovendo um estímulo para o processo natural de reparação e consequente formação de novos vasos.

Além disso, a terapia regenerativa utiliza elementos extraídos do paciente, como células da medula óssea e do tecido adiposo. Após a preparação, esses materiais podem ser injetados ou enxertados na região comprometida, melhorando o ambiente da ferida, controlando inflamações e facilitando a cicatrização.

Pesquisas indicam uma taxa de 72% de preservação do membro entre aqueles que, em princípio, seriam levados à amputação. O objetivo final é evitar procedimentos mais extensos e garantir que, sempre que possível, um membro funcional seja mantido.

Este protocolo é especialmente benéfico para pacientes que enfrentam complicações graves do diabetes, como o pé diabético, no qual a combinação de alterações nervosas e circulatórias pode dificultar a cicatrização de feridas e aumentar o risco de infecções e amputações. A neuropatia diabética pode, muitas vezes, resultar na perda de sensibilidade nos pés, fazendo com que os pacientes não percebam ferimentos menores ou queimaduras.

Além disso, problemas circulatórios podem comprometer a chegada de sangue e oxigênio aos tecidos, dificultando a recuperação. Lesões que parecem inofensivas, como pequenas rachaduras, micose, unhas encravadas ou ferimentos causados pelo calçado, podem se agravar.

No Brasil, são realizadas aproximadamente 31 mil amputações de membros inferiores por ano apenas pelo SUS, o que representa cerca de 85 procedimentos diários, ou um a cada 17 minutos. Essa informação é proveniente do cirurgião Eliud Duarte Junior e de pesquisa realizada pela AT.

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