Uma ação conjunta entre forças de segurança e órgãos de fiscalização resultou na retenção de aproximadamente R$ 2,8 milhões em mercadorias no Espírito Santo, durante a segunda edição da Operação Rei de Carga, realizada entre os dias 27 de julho e 7 de agosto. Ao longo das operações, mais de 1.700 veículos foram inspecionados e oito indivíduos foram detidos.
Uma coletiva de imprensa, realizada no dia 24, contou com a presença de representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e órgãos de segurança pública.
Conforme o subsecretário de Inteligência da Segurança Pública, Paulo Expedicto Amaral, o foco da operação foi desmantelar a logística associada ao crime e ao mercado ilegal de produtos, além de combater organizações criminosas que atuam com roubo e receptação de cargas.
“Através dessa ação integrada, conseguimos apreender mercadorias avaliadas em R$ 2,8 milhões. Além disso, diversos autos de infração foram emitidos, mandados de prisão cumpridos, e locais clandestinos como galpões e depósitos foram alvo de busca e apreensão”, afirmou o subsecretário.
Durante a Operação Rei de Carga, foram realizadas mais de 150 ações coordenadas, abordando cerca de 1.200 pessoas e fiscalizando mais de 1.700 veículos. Das mercadorias apreendidas, R$ 2,8 milhões estavam relacionados a crimes de roubo de carga, resultando em 10 indivíduos indiciados. A Polícia Rodoviária Federal também efetuou prisões em flagrante e cumprimentos de mandados.
Mandados de busca e apreensão foram executados em galpões, depósitos clandestinos e residências, e 375 termos de retenção foram emitidos pela Receita Federal após mais de 80 denúncias verificadas.
Um destaque da operação foi a abordagem a um caminhão em Viana, no qual foram encontradas mercadorias no valor de R$ 1,5 milhão, incluindo eletrônicos, bolsas e bebidas, todas provenientes de entrada ilegal no país sem pagamento dos devidos impostos. O delegado adjunto da Alfândega do Porto de Vitória mencionou que a comercialização dessas mercadorias prejudica empresas que operam de forma legal e afeta a arrecadação fiscal.
Além do roubo de carga, a operação visou combater crimes como receptação, comércio de produtos roubados, contrabando, descaminho, sonegação fiscal, fraude tributária e falsificação. A fiscalização demonstrou que as mercadorias relacionadas a atividades ilegais não necessariamente precisam ser furtadas, podendo ter sido introduzidas irregularmente no território nacional.
Os produtos com maior incidência nas apreensões incluíram canetas emagrecedoras, eletrônicos, celulares, roupas e diversos itens falsificados.
Durante a coletiva, foi feito um comparativo de roubos de carga entre o Espírito Santo e o Brasil. Enquanto o país registrou mais de 3.800 ocorrências do tipo, o estado teve apenas cinco. Considerando furtos e roubos, o total foi de 28 ocorrências, apresentando uma redução de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.



