Um homem investidor em criptomoedas foi alvo de uma associação criminosa que o monitorou por aproximadamente um ano. Na manhã do dia 11 de junho, ele foi sequestrado e levado para uma área de mata na Serra. A Polícia Civil informou que os envolvimentos dos sequestradores com a rotina da vítima eram tão precisos que eles conheciam os locais que ele frequentava e os horários das suas atividades físicas. O objetivo do crime era forçar o homem a transferir seus ativos digitais.
No dia do sequestro, a vítima conduzia um veículo de luxo da marca Porsche quando foi surpreendida pelos assaltantes, que a retiraram do carro e a colocaram em um Chevrolet Celta. Em seguida, ele foi levado para uma região de mata em Jardim Carapina, onde foi agredido e ameaçado de morte.
Segundo o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), a seleção da vítima se deu por causa de sua exposição nas redes sociais, onde ele compartilhava detalhes sobre seu patrimônio e sua atuação no mercado de criptomoedas.
O delegado afirmou que os criminosos observaram a vítima por um ano até decidirem agir. O grupo, apesar de não ser especializado em sequestros, já possuía histórico de envolvimento em roubos, tráfico e homicídios. Eles decidiram unir forças exclusivamente para cometer este crime visando uma quantia significativa em dinheiro.
A estrutura do crime foi detalhada pela polícia, apresentando os seguintes integrantes: Adilson como líder, Osmar e Samuel como participantes da abordagem, Enoque como executor, Erlan atuando na área de mata, Laís responsável por repassar o dinheiro, Irlan envolvido com o carro usado no crime, Willian na logística e Ana Júlia encarregada de monitorar a movimentação policial.
Após o sequestro, a vítima foi forçada a realizar uma transferência de aproximadamente R$ 20 mil em criptomoedas, sendo que os criminosos pretendiam alcançar até R$ 5 milhões. O plano foi frustrado quando o pai da vítima rastreou o celular dele e acionou as autoridades.
Durante a operação policial, os envolvidos nos detalhes do crime foram identificados, sendo que a vítima conseguiu escapar ao pular de um barranco após os criminosos tentarem se ocultar. As investigações revelaram que as criptomoedas são rastreáveis, o que levou a polícia ao caminho do dinheiro transferido no crime. O grupo foi mapeado através do rastreamento financeiro e da análise de mensagens de celular.
Entre os envolvidos, Willian foi preso no dia do sequestro, mas por tráfico de drogas, enquanto os outros sete membros foram capturados durante as diligências realizadas pela polícia. Samuel e Ana Júlia seguem foragidos. As transferências de criptomoedas realizadas pela vítima foram registradas, permitindo que a polícia seguisse o destino do dinheiro e identificasse as conexões entre os criminosos e o sequestro.



